O maior país da América do Sul atingiu uma taxa de reciclagem de 97,3% para latas de alumínio para bebidas em 2024.
Dados da agência brasileira de reciclagem Recicla Latas, enquanto o país se prepara para sediar a reunião da COP30 das Nações Unidas, mostram um histórico de 15 anos de taxas de reciclagem acima de 95%.
A Abralatas, entidade da indústria de latas, e a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) validaram os resultados com auditoria independente e suporte técnico.
Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas, comentou: “A lata de alumínio é o exemplo mais avançado de economia circular em larga escala no Brasil. Em um ano como 2025, com a COP30 acontecendo em nosso país, este resultado mostra que o Brasil tem soluções reais a oferecer – apoiadas em dados, impacto social e compromisso ambiental. Esta é uma conquista coletiva de todo o setor, construída com base em diálogo, inovação e responsabilidade.”
O 'acordo de compromisso' de toda a indústria no Brasil garante a compra de 100% da sucata gerada, gerando renda para os catadores e mantendo a inclusão social e a sustentabilidade econômica do modelo de reciclagem de latas de alumínio do país.
Com o alto valor da sucata de alumínio, o sistema garante que o alumínio retorne rapidamente aos varejistas na forma de novas latas. O modelo inclui cooperativas de catadores, diversos centros de coleta, usinas de reciclagem em todas as regiões e 25 fábricas de latas.
A Abralatas afirmou que sua abordagem evitou “a emissão de mais de 18 milhões de toneladas de gases de efeito estufa e poupou a extração de 17 milhões de toneladas de bauxita”.
Interessada em divulgar a mensagem de sustentabilidade da reciclabilidade do metal, Abralatas também forneceu água enlatada na reunião de líderes políticos do G20 em 2024.